sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Promessas ou metas?

Estamos na primeira semana de 2012. É bem comum, corriqueiro, em épocas de fim de ano e inicio de nova jornada, as pessoas aproveitarem a simbologia da virada de ano para, como se virassem a página da vida, fazer promessas. Das que eu ouço por aí, todas, sem exceção, são relacionadas a mudanças comportamentais. 

Quero emagrecer, vou praticar esportes, ler mais, estudar mais e assim por diante. É interessante também que, nestas promessas, quase que unanimemente, as alterações dependem única e exclusivamente da pessoa que promete. Curioso. Eu fico meio intrigado porque ninguém precisou dizer para aquela menina que estava com algumas gordurinhas a mais, mas ela prometeu emagrecer, ou seja, quando queremos, somos capazes de identificar nossos pontos falhos.

Outra observação interessante é que, das pessoas que conversei no final deste 2011, quase todas, disseram que não cumpriram suas promessas. Ou seja, da mesma maneira que sabemos identificar nossos pontos falhos, somos negligentes na cobrança e deixamos nosso crescimento pessoal escorrer por entre os dedos.

Se fossemos mudar então. Se ao invés de promessas, traçássemos objetivos, metas? Mais, na família, compartilhássemos estas metas e elegêssemos alguém para nos cobrá-las? Não quero aqui insinuar que perdemos a capacidade de se auto-gerenciar, mas, pelo índice de "promessas furadas" que vejo penso que de duas uma: -ou a promessa tinha objetivos utópicos/mirabolantes, ou, por relaxamento, abandonamos nosso desejo.

No planejamento deste 2012 inclua as mudanças comportamentais e pessoais como objetivos, metas a serem cumpridas. Estipule datas para serem cumpridas e divida o ano em "pedaços". Assim quem sabe conseguirás sorver do sabor da vitória quando atingir seu objetivo. 

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