sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por onde andam?

Hoje pela manhã fiquei um tanto quanto intrigado e pensativo. Estava em um supermercado de uma outra cidade, um tanto maior que a minha, buscando por algo que não encontrei por aqui. Encontro o que procuro e me dirijo ao caixa. Um homem aparentando uns 50 anos à minha frente no caixa. Paga sua mercadorias e segue, em silêncio. Chega minha vez.

No caixa duas mulheres. Uma cuida do pagamento e outra auxilia empacotando as compras. Chego e cumprimento-as com um cordial bom dia. Um segundo de silêncio e a resposta retorna, bom dia!.

Antes de continuar uma ressalva: Quando dissemos uns aos outros bom dia, significa que é exatamente isso que estamos desejando ao próximo, que tenhas um bom dia.

Bom, sigo passando pelo caixa minhas compras e, como de costume, presto auxílio na colocação das mercadorias em minha sacola ecológica. Pago e antes de sair me despeço, obrigado e até logo. Demora mais um segundo e recebo de volta: tchau!

Vou justificar ao amigo (a) que está lendo e pensando que até agora não achou nada de anormal. Fiquei um tanto intrigado porque achei estranho em senhor de cerca de 50 anos, bem vestido e com semblante que aparentava ser uma pessoa culta e honesta (sim é possível identificar) não dizer uma só palavra, salvo: -Débito! (se referindo a forma de pagamento de seu cartão).

Mais intrigado fiquei com o sembrante de surpresa e a pequena demora na resposta da caixa ao meu cordial bom dia. Chego a meu carro com minhas compras e penso: -Será que este povo desacostumou-se a cumprimentar-se? Será que desejam bom dia somente às pessoas que conhecem? Ou será que não o fazem a ninguém?

É bem verdade que o semblante de surpresa da moça do caixa revelava que raras vezes recebe desejos de um bom dia, ou qualquer outra cortesia. Um até logo então, deve ser raríssimo. 

Por onde andam cortesia, simpatia, boa educação e respeito mutuo? Será que estes valores estão se escapulindo por entre os dedos a ponto de que, ao invés de cumprimentarmos o caixa do supermercado, o frentista do posto, o rapaz da banca de jornal, temos em mente: -Se está aí é porque ganha por isso e deve cumprir a risca suas atividades, rápido, claro. 

Ao menos cheguei a conclusão que estas duas mulheres podem cansar do trabalho árduo do dia, mas ao menos eu (e tomara que tenha várias pessoas que façam o mesmo) lhes desejei um bom dia. 

Em tempo:

É bem verdade que se fossemos considerar que na situação acima eu sou o cliente e levando em conta princípios básicos de atendimento, o bom dia poderia partir da moça do caixa, afinal, atendimento de qualidade é o que os clientes mais buscam. Ser bem atendido hoje em dia significa garantia de retorno.

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