Iniciei a semana de meu vigésimo nono aniversário de modo diferente. No domingo, salvo algumas exceções, não desenvolvo atividades profissionais. Não as corriqueiras, vinculadas ao exercício do cargo que ocupo. Quando trabalho, faço-o de acordo com as necessidades de minha empresa.
Comecei minha semana acordando cedo, 5h15m. Às 5:45 já estava no trabalho, sorvendo um chimarrão "bem topetudo" e pronto para iniciar um programa de rádio. As seis da manhã iniciava a jornada de trabalho. O programa, dedicado ao resgate da musica sertaneja raiz (da qual sou conhecedor superficial) vai até às 8h30m. Não sou o "titular" do programa. Apenas me ofereci para faze-lo, excepcionalmente, para que meu colega pudesse descansar, pois o mesmo havia trabalhado até tarde no sábado.
Inicio o programa, saúdo todos que, cedinho, me acompanham. Estou um pouco enferrujado na locução, por conta da falta de prática, mas vou em frente. As primeiras canções vão ao ar. Toca o telefone. Eram 6h10m. No outro lado, um ouvinte entusiasmado: -Bom Dia Matheus! como vai? fazia tempo que não lhe ouvia fazer programa no rádio... Está de parabéns pela abertura e pelas primeiras musicas. O amigo segue dizendo: -Como estou sozinho em casa você me faz companhia.
Desligo o telefone e penso: -Matheus, tu és um cara de sorte mesmo. Tens amigos que não conhece e que admiram seu trabalho. Tens amigos que acordam mais cedo que você para ouvir rádio e te ligam para desejar-te um bom domingo e te parabenizar pelo trabalho.
O Programa se encerrou às 8h30m. Fui obrigado a "apressar" as participações dos ouvintes porque, caso contrário, não teria tempo hábil para atender todas.
Que bela recompensa!
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