terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ideias divergentes = desenvolvimento, será?

Em qualquer instituição privada, seja ela pequena, média ou grande, seus gestores sabem da importância de ideias divergentes. Parece absurdo, mas liderar equipes que simplesmente concordam com tudo que seus líderes dizem, ou seja, dançam conforme a música é, na maioria das vezes, prejudicial. É extremamente necessário que alguém veja outro lado, tenha uma ideia diferente, um plano B. 

Na política isso é ainda mais importante. Sem oposição não há democracia. Mas entende-se que oposição deve ser feita com alicerce e este deve ser a verdade e o bom senso. 

Em municípios pequenos é bastante comum ver brigas acirradas em torno de modelos administrativos, governos diferentes, fórmulas diferentes de investir o dinheiro do povo. Em Mondaí esta situação não é diferente. Alterna-se o poder, mas sempre sobra margem para criticas e fórmulas mágicas de realização, principalmente em épocas eleitorais. 

O fato triste, porém, é que muitas vezes a falta de alicerce, de bom senso, aliado ao espirito de competição, ao orgulho e ao ego, acabam pondo fim em centenas de ideias. Há 11 anos morando nesse vale encantador, tenho observado através de meu trabalho o quanto mesquinho, eleitoreiro e ganancioso é o comportamento de algumas lideranças políticas. 

Já vi excelentes ideias serem expostas e morrerem antes mesmo de serem anunciadas. Já vi e ouvi secretários municipais afirmarem que determinado investimento não dá voto. Já vi barbaridades acontecerem e, muitas vezes, me culpo por, como cidadão, não torna-las públicas. 

Não sou político, sou isento (gosto de política em sua essência), mas desanimo totalmente quando me deparo com situações como essas. É impressionante como existem pessoas que não deixam projetos fantásticos saírem do papel (e trabalham contra) levando em consideração que projetos dessa envergadura darão crédito para votos (de seus adversários, claro). 

Em minha modesta opinião, está mais do que na hora de meia dúzia de políticos criarem vergonha na cara, sentar-se juntos, unir seus esforços, deixar de lado diferenças particulares e tirar do papel algumas coisas de extrema necessidade de nosso povo. Ou será que estou falando uma mentira e que está tudo lindo, maravilhoso? 

Ah, é importante que eu diga, este texto é uma critica ao atual governo, é sim, mas também é uma critica a alguns “oposicionistas” que estão sentados, de braços cruzados, colocando defeito em tudo e afirmando que tem a fórmula mágica para a solução dos problemas. 

Um governo, uma empresa, uma família se constrói alicerçada na união e no bem comum. Ideias divergentes? Sim. Criticas? Sempre. Agora, só não esqueçam que somos todos membros da mesma família chamada Mondaí, Santa Catarina, Brasil... 

Critiquem, mas contribuam. Elogiem quando merecido, e, acima de tudo, trabalhem para que nada se perca, para que coisas boas aconteçam. Tenham consciência de sua missão de homens públicos. O resultado será muito maior que aquele verificado nas urnas. 

P.S: Comentem a vontade, critiquem a vontade.

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